____________________________________________________Nos semáforos, são hordas de menores que, mal o sinal se torna vermelho, cercam os motoristas com abordagens variadas, fazendo com que estes se sintam inseguros e receiosos diante da possibilidade de sofrerem um ato violento acobertado por uma falsa mendicância.
Nas praças e passagens de pedestres, famílias inteiras simplesmente ocupam os locais impedindo o livre trânsito de pedestres e, por vezes, ameaçando crianças ou idosos que se negam a conceder esmolas. Além disso, os panfleteiros e ambulantes dispõem seus produtos nesses pontos formando um verdadeiro "corredor polonês", por onde os pedestres se espremem para poder passar.
Os locais mais críticos e visíveis a qualquer passante (mas invisíveis para as autoridades) são:
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Como se isso não bastasse, as multidões que se aglomeram no beco que dá acesso à nossa rua, única via disponível nos finais de semana, dificultam o acesso dos moradores os quais, às vezes, ouvem grosserias que lhes são dirigidas pela malta que ali permanece bebendo e gritando palavrões a cada lance mostrado nas telas das TV.
Recentemente, a música ao vivo voltou a ser executada em volume reduzido, porém, sabemos que isto assim se mantém apenas no início. Aos poucos o volume é aumentado até a limites insuportáveis.
Lembramos, por outro lado, que a argumentação utilizada para justificar o abuso desse bar é a de que sua presença, mesmo incômoda, aumenta a segurança dos moradores da rua. Nada mais falso. Os freqüentadores do bar Kilocal e suas atitudes de desrespeito e agressividade nos causa impressão justamente contrária. Assim, entendemos que o preço cobrado por essa falsa segurança é excessivamente alto. Não queremos, obrigado.
Não somos contra a diversão das pessoas, mas isto deve ser feito em locais apropriados, em recintos fechados como manda a lei. O que não se pode tolerar é o abuso de pessoas que não reconhecem seus limites, infringem as leis existentes, invadem um espaço residencial, e procuram fazer dele um espaço sem lei, atraindo para o local freqüentadores mal-educados e que aqui não residem.
Denúncias semelhantes já foram encaminhadas à Ouvidoria sob o título Poluição Sonora em 23/12/2002 número de Registro CLF nº 87194, em 05/01/2003 número de registro CLF 88699, em 01/02/2003 número de registro 95722, em 22/03/2003 número de registro 108134, em 03/04/2003 sob o número de registro 111477. Até agora nenhuma ação concreta foi tomada pelos órgãos mencionados, e os abusos continuam.
No entanto, vejam o que de fato acontece com o cidadão quando busca o auxílio do governo municipal para resolver assuntos que são da exclusiva atribuição do município fiscalizar e coibir. Lembramos, ainda, que a linda página da Prefeitura na Internet, bem como a legião de fiscais e auditores do município, devem ser regiamente pagos, mas que de nada servem ao contribuinte quando busca seus direitos.
Em resposta à última das denúncias apresentadas acima à Ouvidoria Municipal recebemos a seguinte:
"Prezado Senhor,
Enviamos para seu conhecimento, parecer técnico do nosso Escritório sobre o Estabelecimento.
O Kilocal permanece sob fiscalização pois anteriormente tinha música mecânica. Não tem sido constatada nenhuma irregularidade dentre aquelas que são da competência da fiscalização da SMAC. Esclarecemos que a legislação vigente determina as fontes ruidosas que são objeto da fiscalização da SMAC, tais como obras, sistemas mecânicos de exaustão e apresentações de música ao vivo em bares e clubes.
Mais uma vez, o que o solicitante reporta é caracterizado como perturbação de ordem pública. Nestes casos de algazarra, gritos e brigas deve ser chamada a polícia. A SMAC não tem atribuição sobre a situação descrita".
Ouvidoria da Prefeitura - SMAC
Assim, embora a música ao vivo continue - atribuição da SMAC - nossos zelozos servidores municipais lavam as mãos e recolhem-se prazerosamente às suas funções burocráticas de repartição à espera do próximo e gordo salário já garantido por nós, os contribuintes sem vez.
Por isso, recomendamos a leitura do artigo HOSTIL À INTELIGÊNCIA, escrito pelo jornalista Berilo Neves e transcrito neste portal, que retrata fielmente o abandono da população carioca pelas autoridades municipais.